O Pestinha 3 - Problem Child 3 (1995)

Eis aqui o final confuso da saga do diabinho da família tradicional, O Pestinha 3, esse apesar de ser o último filme da franquia Problem Child, foi o único a não ser lançado nos cinemas e nem em VHS, ele só foi lançado no início dos anos 2000 em um box com todos os filmes da saga. E como ele foi lançado? Na tv! E esse não foi o único problema desse filme de 1995.
Após Problem Child 2, os roteiristas e criadores da franquia Scott Alexander e Larry Karaszewski, resolveram dar descanso a franquia, já que a ultima experiência não havia sido muito feliz por causa da bilheteria do filme. Eles seguiram em outro projeto baseado na autobiografia de Ed Wood, diretor de cinema de hollywood, o filme rendeu 2 Oscars entre outros prêmios, "limpando" assim o nome da dupla. 
Os dois não foram responsáveis pelo roteiro do terceiro filme, nem participaram ativamente de sua construção, apenas assinaram como produtores por terem parte dos direitos da franquia na época, mesmo assim seus nomes nem aparecem nos créditos, já Robert Simonds, produtor executivo dos outros filmes, tomou a frente desse, continuando em seu cargo, junto com o diretor do segundo filme Brian Levant; o roteiro foi feito por Michael Hitchcock (Macotes).
O filme foi exibido pelo grupo da NBC e distribuído pela Universal que é da ComCast; ele também foi produzido pela produtora americana Imagine. O Pestinha 3 foi dirigido por Greg Beeman (Smallville), que era famoso por dirigir filmes televisivos, séries e especiais feitos para a tv.
A produção teve dificuldade ao fazer o filme, já que tive que reformular o elenco principal. John Ritter, não quis continuar fazendo o papel de Ben, pai de Júnior; Amy Yasbeck, que foi a mãe de Júnior no primeiro filme, e namorada de Ben no segundo, estava fazendo outros trabalhos e por isso não pode participar; e o protagonista da saga Michael Oliver, não era mais um garoto de cabelos ruivos e sim um adolescente. Partindo desse ponto, o elenco novo foi selecionado e o filme foi escrito.
No história Júnior e seu pai Ben, continuam morando em Mortville, apesar de Júnior estar em um colégio diferente. Após mais um desastre na escola criado por ele, seu pai o leva ao, terapeuta para entender o que há de errado com ele, a terapeuta diz que ele é normal e só precisa se envolver em alguma atividade que lhe faça usar a criatividade, como a dança, que foi sugerida por ela; Ben então o leva para uma academia de dança de Lila Duvane onde ele se apaixona por Tiffane, que já está sendo cortejada por outros três garoto, o jogador de hóquei Blade, o ator mirim Corky, e o escoteiro Duke. O apaixonado Júnior decide se livrar da concorrência de um jeito que só ele sabe.
Nesse filme quem interpreta o pestinha é Justin Chapman, seu pai Ben é William Katt, no papel de Big Ben temos novamente Jake Warden, a terapeuta Sarah que é Carolyn Lowery, e mais uma vez como Igor Peabody Gilbert Gottfried.

O QUE EU ACHEI? (CRÍTICA)

Esse filme é muito complicado de falar pela quantidade de erros e imperfeições de roteiro que tem. Ele é uma continuação direta dos dois antecessores, mas também é uma história a parte sem ligação com eles. É muito difícil de classificar um filme assim. Como se fala que ele é uma sequência se não tem nada haver com os outros dois?
Só para me situar, vou falar dos erros na ordem em que eles acontecem.

* * * ALERTA DE SPOILER * * *

No começo do longa, Júnior conta o que já lhe aconteceu nos outros filmes, sem mencionar Annie e Trixie do segundo longa da sequencia. Ele e seu pai, ainda estão morando na cidade de Mortville, mas a escola onde Júnior estuda é outra só que com o mesmo nome da antiga. O personagem Murph, que brigava com o Júnior ao chegar na sexta série em O Pestinha 2, esta de volta, só que não é bem o mesmo personagem... ele tem o mesmo nome, o ator é o mesmo só que a ideia do personagem é diferente. Antes Murph só era um babaca por não se importar com a escola, agora ele virou um pateta, com atitudes infantis e imatura. No filme anterior podemos até ver os pelos de sua perna e barba na cara, para nos dar a dimensão de quanto tempo ele deve ter repetido na escola, agora ele estava de cara limpa e sem pelos, parecendo só mais um repetente. 
Na escola Júnior agora simplesmente maltrata os professores simplesmente por maltratar, tirando o total significado da essência do personagem que nos foi mostrada nos outros filmes. Júnior agora também estava usando uma gravata vermelha como no primeiro filme, o que não tem mais sentido, porque ele usava a gravata por achar que tinha algo em comum com o assassino da gravata borboleta; mas no final do primeiro longa, ele abandona a peça por perceber que agora tem alguém que lhe ama. 
Ben e Júnior apareceram em várias cenas, usando roupas iguais, como um pai e filho orgulhoso, outro problema que também já tinha sido resolvido no filme anterior. No primeiro longa, Ben vestia o filho como ele, por achar que agora tinha uma versão menor de si mesmo, mas ao conhecer melhor Júnior, ele parou de fazer isso no começo do segundo filme, que é quando o personagem garante uma identidade visual própria, independente do pai.

* * * FIM DO SPOILER * * * 

Um dos fatos que mais me incomodou, foi a falta de continuidade do filme, ele simplesmente te jogou uma história querendo que você aceite sem questionar. Eu particularmente acho que o fato de Trixie e sua mãe não terem aparecido em Problem Child 3, foi o seu carisma destacado no filme anterior, acho que por algum motivo de masculinidade fraca, se uma garota se tornasse mais popular do que o garoto idealizador da franquia, eles perderiam dinheiro ou algo do tipo. O filmes tem excessivos recados subliminares sobre hétero sexualidade tóxica.
Tiffany, que é o interesse amoroso de Júnior está sendo disputada por três garotos, o filme te fala isso, mas demonstra que Tiffany e os três mais parecem compartilhar os horários, o que é meio confuso quando estamos falando de crianças de 10 anos de idade. O chefe dos escoteiro Eugene, é ex-namorado de Sarah, e a persegue onde quer que ela vá, ela agora é solteira e está interessada em Ben, que é perseguido por ele e agredido também. Sarah em certos momentos parece demonstrar um certo prazer nessa perseguição amorosa que vive com Eugene, ela demonstra não gostar do que ele faz, mas ao mesmo tempo se sente atraída por ele.
Os momento com cenas absurdas continuou nesse sequencia, como cavar um túnel em 2 dias, e sair de barco sendo arrastado por um carro e parar em uma mesa de jantar de uma mansão. Um dos fatos delicados foi o personagem Corky, que nada mais é do que um tipo de sátira do ator Macaulay Calkin, fazendo piadas sobre o seus dramas pessoais, a amizade com Michael Jackson e a emancipação dos pais. O filme também não explica como Peabody deixou de ser diretor de escola e virou dentista sadomasoquista de menores. 
O filme mais parece uma homenagem a franquia do que uma história nova, é como se pegasse as referencia dos longas anteriores e colocasse em um liquidificador para misturar e desse isso Problem Child 3.

NOTA: ★★★★☆☆☆☆☆☆ 4 ESTRELAS



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